Dia 2 - 07/01/05 - Sexta feira
A viagem até Osorno foi de 11 horas, mas como tínhamos andado muito em Santiago, dormimos praticamente a viagem inteira. Os ônibus no Chile tem a opção de café da manha, mas na minha opinião, o preço não vale.
Quando chegamos, sentimos a diferença, a temperatura tinha caído uns 7 graus e estava por volta 20C.
Da rodoviária de Osorno deu para perceber uma outra diferença de Santiago, mas por ser uma cidade menor, as pessoas tem mais calma com o seu portunhol e mais paciência para responder suas perguntas. Cruzamos a rua para pegar o microônibus para Aguas Calientes, bem no meio dos Andes, ao pé do vulcão Santa Clara.
Detalhe: consegui fazer a Emmy ficar se banho por um período maior de 24 horas!!
Essa viagem Osorno-Aguas Calientes demorou quase 1:30 mas finalmente chegamos ao hotel, que na verdade, são cabanas!
Hotel Termas Aguas Calientes
E já fomos fazer o Arborismo, que aqui no Chile se chama Canopy, derivado de Canópia. Também conhecemos um guia brasileiro, o Ike, e outros chilenos, todos gente boa.
Canopy no Parque Nacional de Puyehue
Emmy, Alberto, Ike
O Arborismo é bem legal, segundo a Emmy um pouco diferente do Brasil, porque no Chile você tem um ‘freio’ que controla a sua velocidade e também a direção. Outra coisa diferente é que são 8 plataformas e todas interligadas com tirolesa, portanto, é só deslizar e aproveitar a paisagem, enquanto que no Brasil, em muitos lugares, existem algumas barreiras naturais.
Na plataforma com o guia
Emmy na tirolesa
Alberto fazendo tiroleza
Como o controle do freio é do próprio usuário, em alguns casos é possível que nao se chegue na plataforma, e então, deve-se virar e ir de costas:
Emmy se puxando até a plataforma
Isso aconteceu algumas vezes, porque o Ike falava para ir devagar para aproveitar a paisagem, que aliás é animal, e assim, nem sempre conseguíamos chegar na plataforma seguinte.
O circuito passa duas vezes acima do rio Chanleufu:
Rio Chanleufu
Emmy passando sobre o rio
Alberto passando sobre o rio
Depois de fazer o Canopy, só relaxamos no hotel. Como ele fica ao pé de um vulcão e o magma fica a apenas 4 Km de profundida, as águas são realmente quentes. O rio é frio, mas brota água quente da terra!
Rio gelado e piscina aquecida
E o que acontece é que no meio do rio frio, tem umas poças quentes nas quais a galera fica tomando um banho.
Banheiras termicas do vulcao no meio do rio
O hotel é bem legal, tem umas cabanas que cabem muitas pessoas, e quanto mais pessoas, mais barato. Cada cabana tem aquecimento a lenha e a gás (a noite é frio pacas!) e todo o aparato de cozinha (fogão, panela, pratos, talheres, etc.), assim, não é preciso comer nos caros restaurantes do hotel, podendo comer algo feito na cabana, que pode ser adquirido na pequena mercearia do hotel (o importante é que tem macarrão, molho, queijo ralado e vinho!).
Desayuno em puyehue na cabana
Foto interna do Chalé
Existem também duas piscinas, uma exclusiva do hotel e outra pública, na qual as pessoas pagam para ficar o dia inteiro por lá. O engraçado é que a água do rio Puyehue é gelada pois se origina no degelo da neve das montanhas, mas como se trata de uma região de vulcões, algumas partes brotam água quente, que são deslocadas para as duas piscinas.
Aquecimento vulcânico ao lado da piscina
Piscina pública e aquecida
Ao lado do rio também existia um espaço para Pic Nic, ou seja, dá para passar um dia inteiro com várias coisas para se fazer.
Área de pic nic
Assim que chegamos no hotel, havia muitos insetos, que pareciam marimbondos gigantes, muito medo, mas segundo os guias, essa espécie só costuma aparecer no verão e em janeiro. Mas o fato é que esses bichos nos perseguiam…
Alberto tentando espantar os bichos
Meia hora depois, ainda tentando espantar os bichos
Existem outras utilidades para a água (como terapias especiais) e atividades no hotel, é só entrar no site (www.puyehue.cl ou http://www.termasaguascalientes.com/).


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